Journal De Bruxelles - Dembélé, Barcola, Zaïre-Emery, Beraldo: os destaques do título do PSG

Dembélé, Barcola, Zaïre-Emery, Beraldo: os destaques do título do PSG
Dembélé, Barcola, Zaïre-Emery, Beraldo: os destaques do título do PSG / foto: JULIEN DE ROSA - AFP

Dembélé, Barcola, Zaïre-Emery, Beraldo: os destaques do título do PSG

Para conquistar seu 14º título do Campeonato Francês e resistir à pressão do Lens nesta temporada, o Paris Saint-Germain contou com a profundidade de seu vasto elenco, o que lhe permitiu promover o rodízio de jogadores, e também com astros como o vencedor da Bola de Ouro, Ousmane Dembélé.

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. Barcola e Dembélé: artilheiros

No ano passado, o PSG dominou as premiações, incluindo o título de artilheiro da temporada 2024-2025 da Ligue 1, que ficou com Dembélé.

Lesões na panturrilha e na coxa limitaram suas atuações nesta temporada e o impediram de disputar a manutenção desse troféu individual.

Ainda assim, com 10 gols, o ex-jogador do Barcelona continua sendo o atleta mais decisivo do PSG na Ligue 1.

O craque divide a honraria de ser o artilheiro do clube na liga nacional com Bradley Barcola.

Dembélé, em uma temporada que, para ele, começou com a conquista da Bola de Ouro, iluminou o futebol francês com lampejos de pura classe, como o sutil toque de cobertura contra o Lille ou o chute certeiro de primeira no ângulo contra o Toulouse, em abril.

Barcola teve uma temporada mais consistente, graças ao fato de ter permanecido livre de lesões.

. Warren Zaïre-Emery se impõe

Na temporada passada, ele havia sido relegado ao banco de reservas na Liga dos Campeões, ficando à sombra do trio formado por Vitinha, Fabián Ruiz e João Neves, e não conseguiu mostrar plenamente seu talento na Ligue 1.

Mas tudo mudou nesta campanha, na qual ele tem sido o jogador mais utilizado por Luis Enrique no campeonato francês, somando mais de 2.400 minutos em campo.

Desde o segundo semestre de 2025, ele tem impressionado por sua versatilidade, substituindo com segurança e regularidade, primeiramente Achraf Hakimi, na lateral-direita, e, depois, Fabián Ruiz, no meio-campo.

A temporada 2025–2026 marcou, portanto, sua retomada, graças aos seus atributos físicos e ao cuidado meticuloso que dedica à sua rotina diária fora dos gramados.

No entanto, como ele ressalta, alcançar e manter esse nível exige uma sequência consistente de minutos e jogos, pois ele sente que a continuidade é a chave para manter a máquina operando a pleno vapor.

. Lucas Beraldo, a surpresa

Ele nunca havia atuado profissionalmente na função de número 6 antes de Luis Enrique reinventar o papel desse zagueiro.

Em Angers, em meados de abril, ele se destacou, por exemplo, graças à precisão de seus passes e à sua visão de jogo na distribuição da bola, mostrando uma adaptação impecável a essa nova atribuição.

"Normalmente, não gosto de escalar um defensor no meio-campo, mas Beraldo é um tipo diferente de zagueiro. Ele sabe fazer com que o jogo avance. Para nós, ele é mais um Busquets do que um Vitinha. Ele vai atuar muito pelo meio", disse Luis Enrique a seu respeito.

"É uma notícia maravilhosa para nós. Ele consegue atuar nessa posição em um nível extremamente alto", acrescentou o treinador espanhol.

Beraldo viu sua posição em campo evoluir ao longo do tempo. Ele pôde substituir Vitinha em várias partidas, mas também atuou como zagueiro central e lateral-esquerdo.

No entanto, é, acima de tudo, nessa nova função no meio-campo que ele descobriu um novo horizonte.

. Ilya Zabarnyi, uma carta na manga

Com mais de 2.100 minutos em campo e presença constante na equipe titular, o zagueiro ucraniano Ilya Zabarnyi tem sido um dos jogadores mais utilizados por Luis Enrique, ficando logo atrás de Zaïre-Emery, especialmente ao poupar Marquinhos antes e depois dos jogos da Liga dos Campeões.

No início da temporada, surgiram preocupações: ele era frequentemente superado nas bolas em profundidade. Mas o ucraniano evoluiu ao longo de sua temporada de estreia no PSG, ainda que não tenha conquistado totalmente seus críticos.

A pergunta que muitos fazem agora é se ele será capaz de dar o passo adiante para suceder Marquinhos, de 31 anos, quando o brasileiro, eventualmente, deixar o Parque dos Príncipes.

W.Dupont--JdB