Journal De Bruxelles - Comitê de supervisão da Meta critica 'falhas recorrentes' na moderação de conteúdos eleitorais

Comitê de supervisão da Meta critica 'falhas recorrentes' na moderação de conteúdos eleitorais
Comitê de supervisão da Meta critica 'falhas recorrentes' na moderação de conteúdos eleitorais / foto: Mauro Pimentel - AFP

Comitê de supervisão da Meta critica 'falhas recorrentes' na moderação de conteúdos eleitorais

O Comitê de Supervisão da Meta, empresa-matriz do Facebook, Instagram e WhatsApp, afirmou nesta terça-feira (20) que constatou "falhas recorrentes" na moderação do grupo em conteúdos relacionados às eleições presidenciais no Brasil e às eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.

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Esse órgão, que supervisiona de forma independente a moderação nas plataformas do grupo, advertiu em comunicado que está preocupado com "as falhas recorrentes nos esforços da Meta para garantir a integridade eleitoral".

A Justiça Eleitoral do Brasil deu na segunda-feira 24 horas à Meta para demonstrar que aplica medidas para garantir tratamento igualitário em suas redes às campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, a menos de uma semana do segundo turno presidencial.

A campanha de Lula denunciou a Meta por "interferência" nas eleições e a acusou de restringir seus conteúdos em suas redes do Instagram e WhatsApp.

O partido do líder de esquerda alertou, entre outras coisas, para uma seletividade algorítmica na ferramenta de inteligência artificial do WhatsApp, que se recusaria a gerar conteúdo eleitoral de Lula, mas não de Flávio Bolsonaro.

A Meta negou tomar partido nas eleições. A empresa admitiu falhas, como a desativação por engano de anúncios da campanha de Lula, mas as atribuiu a "incidentes" técnicos que não afetaram apenas o Brasil.

Segundo o Conselho de Supervisão da Meta, os erros identificados foram frequentemente casos de "excesso na aplicação das normas, que reprime o discurso político, e de subaplicação, que compromete a integridade do processo eleitoral", indicou o órgão.

O órgão registrou "a exclusão de contas de militantes políticos durante manifestações nos Estados Unidos, antes das eleições de meio de mandato" e "restrições técnicas que afetaram as contas de um candidato presidencial no Brasil, o que deu origem a acusações de ingerência eleitoral".

"Está claro que a Meta precisa fazer mais para garantir que suas práticas de moderação durante os pleitos sejam transparentes e coerentes", advertiu.

Em outra polêmica nos Estados Unidos, o grupo liderado por Mark Zuckerberg pediu desculpas na segunda-feira por meio de seu porta-voz Andy Stone.

A Meta é criticada por ter desativado temporariamente no sábado uma conta do Instagram chamada "No Kings", nome de uma coalizão de associações que incentiva cidadãos americanos a votar nas eleições de meio de mandato no início de novembro.

"Pedimos nossas mais sinceras desculpas", escreveu o porta-voz da Meta no X, argumentando que se tratou de uma "ação automatizada [...] realizada por engano" pelos algoritmos de moderação da plataforma.

K.Willems--JdB