Líder social-democrata sueca fracassa em 2ª tentativa de formar governo
A líder social-democrata Magdalena Andersson anunciou nesta terça-feira (13) que não conseguiu formar o governo na Suécia, em sua segunda tentativa fracassada, um mês após as eleições legislativas vencidas por uma margem mínima pelo bloco de esquerda.
Depois do novo revés, Andreas Norlen, presidente do Parlamento, decidiu submeter à votação, na próxima quinta-feira (15), a capacidade de Magdalena Andersson de assumir o cargo de primeira-ministra.
"Avanços foram alcançados (nas conversas mantidas com os outros partidos, nota do editor), mas, ao mesmo tempo, não se cumprem as condições necessárias para a formação de um governo", declarou em uma entrevista coletiva.
A política social-democrata já havia fracassado no fim de setembro em sua primeira tentativa de reunir a esquerda radical e os centristas, duas siglas com ideologias muito diferentes, em uma coalizão.
Os resultados das legislativas de 13 de setembro foram tão apertados que foram necessários vários dias para confirmar a vitória, por pequena margem, do bloco de centro-esquerda sobre o partido conservador liderado por Ulf Kristersson, ex-primeiro-ministro.
Aos 59 anos, a líder do Partido Social-Democrata Sueco conta com 176 cadeiras no Parlamento, em conjunto com seus aliados, contra 173 da direita e da extrema direita.
Os partidos de seu bloco se reuniram pela primeira vez na sexta-feira, após semanas de rejeição a uma negociação conjunta.
O partido de esquerda exige pastas ministeriais como condição para apoiar um eventual governo, o que é uma "linha vermelha" para os centristas, que se recusam a governar com esta legenda.
Quem vai governar o país de 11 milhões de habitantes? O presidente do Parlamento tem quatro tentativas para encontrar um líder capaz de formar um governo.
Se a quarta tentativa fracassar, será necessário convocar novas eleições, uma perspectiva muito impopular na Suécia.
O país nórdico já viveu esse tipo de situação. Após as eleições de 2022, foram necessários 37 dias para formar um governo, e 134 dias em 2018.
W.Lejeune--JdB