Journal De Bruxelles - Enviados dos EUA chegam ao Catar para discussões sobre Irã

Enviados dos EUA chegam ao Catar para discussões sobre Irã
Enviados dos EUA chegam ao Catar para discussões sobre Irã / foto: Fabrice Coffrini - Pool/AFP/Arquivos

Enviados dos EUA chegam ao Catar para discussões sobre Irã

Os enviados do presidente americano, Donald Trump, chegaram nesta terça-feira (30) a Doha para conversar com os mediadores sobre a guerra com o Irã. Segundo a chancelaria do Catar, Steve Witkoff e Jared Kushner não vão negociar diretamente com representantes de Teerã.

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O Irã também enviou uma delegação ao país do Golfo. Segundo o porta-voz da diplomacia iraniana, seus representantes vão conversar amanhã com os mediadores sobre os ativos do país congelados no exterior. Ele ressaltou que o Irã vai responder sistematicamente a qualquer violação por parte dos Estados Unidos do protocolo de acordo alcançado no último dia 17 para acabar com a guerra.

Um funcionário americano disse que os dois países haviam decidido interromper os ataques. Trump indicou ontem que o Irã havia pedido uma reunião, que aconteceria hoje, em Doha. A chancelaria iraniana confirmou o envio de uma delegação de especialistas ao Catar para discutir a aplicação das cláusulas do protocolo de acordo.

A tensão entre Washington e Teerã envolve sobretudo a gestão do Estreito de Ormuz, por onde transitava antes da guerra 20% do petróleo consumido no planeta. A rota marítima foi reaberta na semana passada, depois de permanecer bloqueada pelo Irã desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.

Washington acusou Teerã de ter atacado dois navios na semana passada e bombardeou a República Islâmica na sexta-feira. O governo iraniano respondeu com ataques contra posições americanas na região do Golfo. As hostilidades, que se prolongaram até domingo, colocaram em risco o memorando de acordo assinado no último dia 17.

O chefe da equipe de negociação do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou hoje à imprensa estatal que Teerã prioriza a diplomacia com os Estados Unidos, mas que está preparada para "a guerra" caso não haja acordo. Também ressaltou que seu país não pôde exportar nenhum barril de petróleo durante o bloqueio americano aos seus portos, mas que, desde o fim dessa medida, exportou mais de 40 milhões de barris.

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T.Bastin--JdB