Juízas do TPI processam Trump por 'sanções draconianas'
Três juízas do Tribunal Penal Internacional (TPI) que foram alvo de sanções dos Estados Unidos entraram nesta quarta-feira com uma ação contra o presidente Donald Trump e funcionários do alto escalão de seu governo, ressaltando que as medidas contra elas não têm precedentes.
Em um tribunal de Nova York, as juízas Kimberly Prost, do Canadá, Solomy Balungi Bossa, de Uganda, e Reine Adelaide Sophie Alapini-Gansou, do Benin, afirmaram que as sanções buscam "exercer pressão extrajudicial". "A imposição dessas sanções draconianas contra juízes internacionais não tem precedentes", ressalta o documento judicial, de 66 páginas.
O governo Trump impôs sanções contra 11 funcionários do TPI, que consistem em proibições de viagem e congelamento de ativos. Muitas delas foram em resposta a investigações do tribunal contra Israel, um aliado-chave dos EUA.
A ação movida hoje ressalta que as sanções contra as juízas são "equivalentes a uma pena de morte financeira". Elas não podem usar cartões de crédito, acessar serviços bancários nem usar plataformas como Amazon e Google.
Além de Trump, o processo inclui Marco Rubio (secretário de Estado) e Scott Bessent (secretário do Tesouro), entre outros.
Estados Unidos, Israel e Rússia estão entre os países que não reconhecem o TPI, que conta com o apoio de quase todas as democracias ocidentais.
K.Laurent--JdB