Journal De Bruxelles - Embalada, França estreia no mata-mata da Copa contra Suécia

Embalada, França estreia no mata-mata da Copa contra Suécia
Embalada, França estreia no mata-mata da Copa contra Suécia / foto: FRANCK FIFE - AFP

Embalada, França estreia no mata-mata da Copa contra Suécia

Após uma sólida atuação na primeira fase, a França avança ao mata-mata da Copa do Mundo de 2026 em uma posição de força para enfrentar a Suécia nesta terça-feira (30) em East Rutherford, Nova Jersey.

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Com 100% de aproveitamento e 10 gols marcados em três jogos, os 'Bleus' justificaram no Grupo I o seu status de candidatos ao título na América do Norte. Mas agora começa uma nova competição e qualquer tropeço representará um retorno prematuro para casa.

"Voltamos a zerar o contador. A Suécia não terá nada a perder e pode nos causar problemas. Há confiança, mas não excesso de confiança, porque sabemos que a qualidade do adversário vai aumentar", disse o técnico francês Didier Deschamps nesta segunda-feira (29) em entrevista coletiva.

Para uma equipe que aspira chegar à final em 19 de julho, no MetLife Stadium, em East Rutherford, ir embora antes do previsto seria um fiasco monumental. Sobretudo pelas expectativas geradas pelas primeiras partidas e pela potência ofensiva demonstrada no elenco de Deschamps.

O treinador, que vive sua última campanha à frente da seleção francesa e sonha com um terceiro título mundial, voltou à concentração dos 'Bleus' no sábado depois de passar quatro dias na França devido ao falecimento de sua mãe.

- Filosofia ofensiva -

Deschamps sabe que pode confiar na eficácia de sua temível linha de ataque, articulada em torno do trio mágico Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé e Michael Olise, três jogadores que inspiram respeito e temor e que voltam a ser as principais armas dos 'Bleus'.

Com quatro gols cada, o capitão Mbappé e o Bola de Ouro Dembélé começaram a Copa do Mundo de 2026 a todo vapor. O primeiro quer seguir o ritmo do argentino Lionel Messi, que já soma seis gols e o supera em três gols na classificação dos maiores artilheiros da história da competição (19).

Mas o camisa 10 também mostrou outra faceta de seu talento, mais coletiva, com duas assistências contra a Noruega, que com quase todo o time reserva em campo, foi atropelada por 4 a 1 na sexta-feira em Foxborough, perto de Boston.

Quanto a Dembélé, seu hat-trick contra os noruegueses dissipou de vez as dúvidas sobre seu rendimento na seleção. Olise não ficou atrás em seu papel criativo, confirmando a nova dimensão que alcançou no cenário internacional.

"Foram capazes de fazer coisas muito boas. É preciso se alimentar dessa confiança sem cair no excesso" disse Deschamps a seus jogadores no sábado.

- Em busca da perfeição defensiva -

Os suecos avançaram à segunda fase após terminarem em terceiro lugar no Grupo F, em uma campanha em forma de montanha-russa: uma vitória contundente por 5 a 1 sobre a Tunísia, uma dura derrota por 5 a 1 para os Países Baixos e um empate em 1 a 1 contra o Japão.

O único perigo que ronda os franceses: dar de cara com um muro, não conseguir derrubá-lo e cair na armadilha do contra-ataque.

"Mesmo não sendo favoritos, acreditamos em nós mesmos. Vamos ter que estar no nosso melhor nível, nossa organização defensiva precisa ser quase perfeita e, então, é claro, temos de aproveitar as chances que tivermos", disse a estrela do ataque sueco, Viktor Gyökeres.

Com o esquema tático 4-2-3-1 introduzido em março de 2025 em razão da ascensão de Olise, a defesa francesa fica mais exposta e a questão do equilíbrio global da França ainda não foi totalmente resolvida.

Mas Deschamps não parece disposto, por enquanto, a abrir mão de sua nova filosofia ofensiva, consciente de que dispõe de um banco de reservas incomparável no ataque, apesar da lesão de Marcus Thuram.

Embora Dayot Upamecano tenha mostrado nervosismo na sexta-feira contra a Noruega, o retorno de William Saliba permitirá ao treinador recompor uma dupla de zaga invejável.

Os laterais, em contrapartida, inspiram menos confiança. No papel, isto parece insuficiente para causar receio aos suecos, que, apesar de reconhecerem sua inferioridade, alimentam a esperança de surpreender na Copa do Mundo.

S.Lambert--JdB