Journal De Bruxelles - Após Musk, proprietário do Telegram critica Sánchez por seus planos para redes sociais

Após Musk, proprietário do Telegram critica Sánchez por seus planos para redes sociais
Após Musk, proprietário do Telegram critica Sánchez por seus planos para redes sociais / foto: Yuri KADOBNOV - AFP/Arquivos

Após Musk, proprietário do Telegram critica Sánchez por seus planos para redes sociais

Assim como o magnata Elon Musk, o fundador da empresa de mensagens Telegram, Pavel Durov, criticou os planos anunciados pelo presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, para reforçar a regulação das redes sociais, advertindo que poderiam representar uma ameaça para a liberdade de expressão.

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Em uma mensagem divulgada em sua plataforma, Durov classificou as iniciativas impulsionadas por Sánchez como "regulações perigosas" e advertiu que o objetivo declarado de proteger os usuários poderia, na prática, conduzir a um modelo de "Estado de vigilância".

O empresário questionou a proposta de proibir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais mediante sistemas obrigatórios de verificação de idade, o que obrigaria as plataformas a implementar controles rigorosos, estabelecendo "um precedente para rastrear a identidade de CADA usuário", escreveu.

Durov também manifestou preocupação com a possibilidade de impor responsabilidade penal aos diretores das plataformas caso não removam rapidamente conteúdos considerados ilegais ou prejudiciais, o que levará à "supercensura" e ao silêncio de "dissidências políticas, jornalismo e opiniões".

As críticas do fundador do Telegram se somam às do magnata Elon Musk, proprietário da rede social X, que acusou Sánchez de "tirano" e "traidor" esta semana, após o anúncio das medidas, em um novo choque entre dirigentes políticos europeus e grandes atores tecnológicos.

As iniciativas de Sánchez, apresentadas na terça-feira em um discurso em Dubai, inserem-se em um debate particularmente vivo na União Europeia sobre o controle das plataformas digitais.

Fora da Europa, a Austrália tornou-se em dezembro o primeiro país a proibir o acesso às redes sociais para menores de 16 anos, e outros Estados, como Portugal, França, Dinamarca e Reino Unido, estudam ou tramitam restrições semelhantes.

T.Bastin--JdB