Journal De Bruxelles - EUA vai transmitir ao vivo fuzilamento de condenado por ataque a base militar

EUA vai transmitir ao vivo fuzilamento de condenado por ataque a base militar
EUA vai transmitir ao vivo fuzilamento de condenado por ataque a base militar / foto: HO - BELL COUNTY SHERIFFS DEPARTMENT/AFP

EUA vai transmitir ao vivo fuzilamento de condenado por ataque a base militar

A execução por fuzilamento de Nidal Hasan, atirador condenado por um ataque à base militar de Fort Hood, no Texas, será transmitida ao vivo nos Estados Unidos, informou um funcionário do Pentágono nesta quinta-feira (8).

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"Os detalhes serão divulgados posteriormente", disse o funcionário à AFP. Antes, o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, havia declarado que a execução seria pública.

"Ele será executado por um pelotão de fuzilamento, como deve ser, e vamos garantir que as pessoas possam testemunhar isso, que seja público", disse Hegseth ao influenciador e ativista conservador Jack Posobiec, em um vídeo compartilhado no X por contas oficiais do Pentágono.

Ex-psiquiatra do Exército americano, Hasan matou 13 pessoas na base de Fort Hood, em 2009. Doze dos mortos e 30 dos feridos eram soldados. Hasan foi atingido por disparos feitos por uma policial civil e ficou parcialmente paralisado.

Prevista para 3 de dezembro, a execução será a primeira realizada pelas Forças Armadas americanas desde 1961 e a primeira realizada por um pelotão de fuzilamento desde a Segunda Guerra Mundial.

- Afeganistão e Irã -

Segundo o grupo de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional, há registro de 17 execuções públicas realizadas em 2025, seis delas no Afeganistão e 11 no Irã. De acordo com a ONG Centro de Informações sobre a Pena de Morte, 135 soldados foram executados pelo Exército americano desde 1916.

No começo da semana, o Pentágono anunciou que o presidente Donald Trump havia aprovado a execução de Hasan, por realizar um ataque inspirado na Al-Qaeda. Ele foi condenado à morte em 2013, por um júri militar. Assumiu sua própria defesa, mas não convocou nenhuma testemunha, não deu declarações nem tentou negar as acusações.

O tribunal foi informado de que Hasan se opunha às ocupações militares dos Estados Unidos no Iraque e no Afeganistão, e de que ele havia conversado com uma suposta figura da Al-Qaeda, o clérigo radical Anwar al-Awlaki, que morreu em um ataque com drones dos Estados Unidos no Iêmen.

Embora ataques a tiros aconteçam com frequência nos Estados Unidos, eles são relativamente raros em instalações militares.

A.Martin--JdB