Principal refinaria de petróleo do Equador registra segundo incêndio em oito meses
A principal refinaria do Equador, localizada na costa do Pacífico, pegou fogo pela segunda vez em oito meses nesta sexta-feira (30) e provocou o vazamento de hidrocarboneto em um rio, informou a estatal Petroecuador.
Uma grande coluna de fogo e fumaça escurecida se elevou a centenas de metros no porto de Esmeraldas, perto da fronteira com a Colômbia (norte), onde vivem cerca de 212 mil pessoas, constatou a AFP.
O incêndio atingiu uma piscina de resíduos na parte externa da refinaria, sem deixar vítimas. A Petroecuador informou no fim da tarde que o fogo foi "controlado".
No entanto, foi registrada o vazamento de "uma quantidade mínima de hidrocarboneto (majoritariamente lama)", que ultrapassou a barreira de contenção em direção ao rio Teaone.
O derramamento "está totalmente controlado", acrescentou a empresa.
Próximo à refinaria há vários bairros residenciais e, a 200 metros, uma escola, cujos alunos foram evacuados.
"Não há pessoas feridas nem impacto na operação habitual da refinaria", informou a Petroecuador mais cedo.
Em maio passado, um tanque com óleo combustível explodiu em chamas na mesma refinaria, que tem capacidade para processar 110 mil barris por dia (bd).
A emergência, que também não deixou vítimas, levou então à suspensão temporária das operações.
Agentes das forças de segurança isolaram o acesso à planta, que produz gasolinas, diesel, combustível de aviação (jet fuel) e gás de uso doméstico.
O país conta com outras duas refinarias, localizadas na cidade costeira de La Libertad (sudoeste) e em Shushufindi, na Amazônia (nordeste), que produzem 45 mil bd e 20 mil bd, respectivamente.
O Equador extraiu 469 mil bd de petróleo em novembro, segundo os dados mais recentes do Banco Central. O petróleo bruto é um de seus principais produtos de exportação.
H.Raes--JdB